sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O jardim


O Vento que assoprava do leste, envolvia meus cabelos deixando a atmosfera mais relaxante o possível, e o contorno do horizonte sobre a paisagem era tão magnífica, que trazia arrepios, e sensações distintas após segundos de observação. Tudo parece tão calmo e sigiloso. Agora minha alma estava envolvida nesta felicidade particular.
Ao redor de tantos fatos e situações, sempre sentia que a sensação de solidão seria um fator recorrente ao ser como eu, que se apega aos detalhes. Uma áurea de duvidas sempre esteve em orbita sobre os meus pensamentos, a minha sensibilidade a respeito de todos os detalhes recorrentes o dia-a-dia, das coisas mínimas e simples sempre me geraram questionamento grandiosos, e a sensação de solidão seria constantes, pois não haveria nada com quem compartilhar essas anotações singelas da minha mente.
Tudo aquilo que penso e sinto, é reflexo dos detalhes sórdidos da vida. A angustia de não achar maneira de acabar com essas frustração e duvidas, é maior do que o próprio pensamento existencialista. Por que me sinto assim? Por que tantos questionamentos? Por que é tão grande e torturante esse sentimento de solidão?
Sentada aqui, encostada nesta grande arvore, trazendo odores tão rústicos ao meu olfato, causando alivio a minha mente, percebo, que a solidão não é um meio de castigo ao meu ser, mas sim uma prova, de que minha alma esta tão envolvida com a simplicidade, que não consegue se alinhar com o caos da rotina.
Lagrimas esparmando refrescancia ao meu rosto contra o vento. E os meus dentes insistiam de contornar minha boca, num sorriso tosco e alegre. A felicidade surgiu de maneira tão prazerosa que nem senti, que foi a paisagem que me envolvia, que me trouxe ela de volta. 

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