Questiono-me muito o papel do ser – humano perante a sociedade, e começo a ter uma fria visão de que a maioria das pessoas é descartável. Basicamente é como se a maioria, fosse apenas viva para alimentar o ego de poucos, ou até mesmo de objetos, fazendo de sua vida uma falsa felicidade.
Se analisarmos de longe a sociedade, o existencialismo é algo totalmente efêmero. Somos apenas pessoas, que vivem conforme um padrão, falando mal do amor, mas mesmo assim, fazendo de cada situação, uma ação pra fazerem as pessoas nos amarem mais, e fazendo o egoísmo uma única maneira de felicidade, sem ao menos percebemos o quanto banal somos.
Junto com a ignorância, vem a falta de essência e a realidade é que as pessoas não querem escutar e nem aceitar que suas vidas podem ser mais insignificante, do que a de um inseto.Nascemos, vivemos e morremos como qualquer outro ser-vivo, como Goethe diz “A mercê dos dias, do tempo”. Nós, a sociedade, destruímos pela imposição das ilusões que criamos sobre anseios divinos; produzimos a fantasia da perfeição e, por ela, chacinamos e sucumbimos.
Se dedicássemos nossas vidas a arte, conhecimento e principalmente a simplicidade, esquecendo o padrão, a rotina e o mecanismo, talvez a estagnação do tempo morresse e nossas almas pudessem ser realmente livres e felizes. É preciso se afastar, para adquirir perspectiva. E quando você pisa numa grama fresquinha, e consegue ouvir os passarinhos conversando, e consegue ver o horizonte, você descobre que era apenas isto que estava faltando. Percebemos o mundo através dos sentidos, que nos causam sensações internas. A aparência das coisas não é insignificante. Nosso estado emocional e mental é afetado por tudo isso e são eles que guiam nossas ações no mundo.
Talvez soe clichê, mas a criatividade deveria estar presente em todos os momentos de nossas vidas. É a natureza da vida e de tudo que é vivo, é o que nos faz sentir vivos. Cantar no chuveiro, dançar sozinho, tirar fotos, prestar atenção nas coisas à sua volta, olhar pela janela, escrever uma carta, olhar nos olhos, fazer um bolo ,escrever seu sonho depois de acordar, abraçar, estar aberto a idéias, reciclar, renovar algo velho, mudar o caminho, brincar com o cachorro, sorrir para alguém na rua, compor uma música, fazer projetos, aprender algo novo... aproveitar intensamente a simplicidade.Em suma nossa vida, aos olhares estranhos talvez ainda seja inútil, mas á nós, será a maior prova a de enriquecimento da alma.