Pela situação que estava, era normal o nervosíssimo.
Ela fechou a porta malas, olhou para os lados e seguiu a estrada por vários minutos que abrigavam aquela madrugada. Ela não conseguiu pensar em nada, sua mente estava vazia; pareceria uma marionete se não estivesse sem destino algum.
Nunca havia encontrado prazer tão retumbante quanto o medo, de uma flagra acabar com suas conseqüências. Era como se tivesse em um estado súbito de adrenalina, uma escancarada vitima de uma falácia de espantalho.
Depois de alguns instantes, algo começou a se debater no porta-malas e gemidos abafados era escutado nitidamente. Ignorar, demonstrava ser incorreto, a madrugada já abrangeu de todo o silêncio. Sem saber o que fazer ela acelerou; e pelo prazer do mero acaso, ignorou a estrada, fechou os olhos, e encontrou-se no ápice inútil de vida e morte, não queria abrir os olhos e nem tirava qualquer centímetro do acelerador, e após alguns segundos calmaria se tornara escassa. Depois de um grande impulso, ela sentiu a colisão, que tirou o carro para fora da pista, e então abriu os olhos e avistou o que acontecera. Seu carro amassado, ela machucada, e nenhum vestígio de que seu ex-marido estava vivo.
Ela somente gargalhava.
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