terça-feira, 8 de novembro de 2011

Estúpida Carência

No fim de tarde vazio, nublado, de uma monótona sexta-feira Jackson saia do trabalho, levando para casa aquele crescente peso de que sua vida era um fracasso. Altura mediana,  corpo esguio,  e uma aparência de cansado, que era causada, pelas estúpidas palavras que culpavam ele, ditas pelos seus colegas de trabalho.
Agora ele estava no transito caótico, de cidade grande, com as mãos no volante,  se perguntando o que ele fazia ali, se aquele sentimento de vazio, realmente fazia sentido, e se a vida dele, era pra ser assim,  no fundo aqueles barulhos ecoando, buzinas, conversas desviadas, motores dos automóveis. Quando parou no sinaleiro, começou a observar o artista de rua, fazendo o malabarismo de garrafas para conseguir um sustento pequeno, Jackson havia ficado encanto, pelas aquelas pequenas junção de segundos se perguntou se era digno, passando pela sua cabeça turbilhões de perguntas sem respostas, agora ele somente olhava pata o vazio
-O senhor gostaria de colaborar ai? – sorria o humilde artista
Ele olhará o painel do carro se havia algumas moedas para pagar o jovem, ele não achara nada.
-Por que você não tenta achar algum trabalho?-diz ele sem calma
-Por que essa é a minha arte
Sem Jackson perceber, os carros atrás já buzinavam,  ele avançou o carro, e assistia pelo retrovisor, o jovem podre, ali parado, olhando seu carro. Aquele homem, agora tinha suas repostas solucionadas, ele sabia do que uma vida precisava pertencer, aquelas coisas sem explicações, precisava de um impulso,  para te guiar.-essa é minha arte- Jackson encostou seu carro, perto da calçada, olhou para os  lados, procurando algo que não sabia o que era, ele estava muito perdido para ser encontrado, ele liberou aquela carga emocional, chorando, fazendo cada lagrima, uma esperança para um dia melhor; quanto mais tentava secá-las mais elas se escapavam dos seus olhos.
Por que? Por que isto está acontecendo comigo?  Por que aquela simples reposta do artista de rua me fez sentir assim? -E ele não parava de se perguntar, sabendo que não teria ninguém ali para responder, sabendo que aquele homem não era aquilo que a sociedade pregava que dele estava ali, por um motivo, que nem o próprio artista de rua saberia explicar. E ele, jackson somente era, mais um escravo do colarinho, que teve seus sonhos apagados, por grupo de pessoas que lhe rebaixavam, e tentavam fazer da manipulação, um jogo, em que havia somente um ganhador, mas que não se davam conta do que fez Jackson, esse homem qualquer, e muito outros sentir, esta estúpida carência.

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